UM FIM DE SEMANA NA CHAPADA DOS VEADEIROS

Este final de semana, estive pela primeira vez na Chapada dos Veadeiros. O lugar fica em Goiás e é bem pertinho de Brasília, então tratei de ir logo no começo do ano pra já cortar essa viagem da minha lista de metas de 2019.

Nós fomos em um grupo de sete pessoas e ficamos de sexta à noite até domingo (11 a 13/01/19). Foi pouquinho tempo, mas o suficiente pra conhecer lugares incríveis e ficar com um gostinho de quero mais. Além disso, a época que fomos foi de chuva (acontece entre outubro e março) e isso faz com que as cachoeiras fiquem mais volumosas, mas é preciso tomar cuidado com as trilhas mais escorregadias e com as trombas d’água que podem se formar. Nós demos muita sorte porque, apesar da previsão ter sido de chuva, só choveu no sábado à noite, o que não chegou a atrapalhar a viagem e não colocou nenhum perigo no nosso caminho.

A viagem de carro saindo de Brasília leva cerca de 3h (230km). Nós alugamos uma casa em Alto Paraíso de Goiás, a cidade com maior estrutura turística, mas dá pra fazer base também em São Jorge ou Cavalcante. É essencial ter um carro para conhecer a Chapada e ir preparado para enfrentar estradas de terra nele! É importante lembrar também de sempre ir de tênis e de levar para as trilhas bastante água, lanches leves, protetor solar, boné e dinheiro vivo. Em nossos dois dias, fizemos os seguintes passeios:

CACHOEIRA DAS LOQUINHAS

A 4km de Alto Paraíso, o local é um conjunto de poços com águas esverdeadas e lindas quedas d’água. O caminho para chegar até o lugar é tranquilo (pouca estrada de terra) e lá a infraestrutura é ótima, já que as trilhas são todas com chão de madeira e cordas de segurança. A entrada custa R$30 e temos acesso a dois circuitos principais: o da Loquinhas, com sete poços, e o Violeta, com seis. Fizemos o Loquinhas, que é de 2km ida e volta, e nos maravilhamos com a beleza dos poços. Os mais lindos sem dúvida são o do Sol e do Xamã. A única coisa ruim é que a água é bem gelada, mas isso não tem como fugir, né? Indo cedo você encontra os poços bem vazios e a dica é ir até o final da trilha e voltar parando em cada um.

VALE DA LUA

Este é um passeio que não pode ficar de fora do seu roteiro! Fica a 34km de Alto Paraíso e é um local belíssimo que remete ao solo lunar pelo formato e cor acinzentada das pedras, esculpidas desse jeito pelas águas do Rio São Miguel há milhares e milhares de anos. A vista é impressionante e diferente de tudo que eu já tinha visto. A entrada para a atração custa R$20 e, para chegar, é preciso percorrer uma trilha de aproximadamente 800m. No passeio dá pra se refrescar em três piscinas de águas naturais (geladas! haha) e há também um mirante, onde aproveitamos para fazer um piquenique observando as paisagens do cerrado.

CACHOEIRA DE SANTA BÁRBARA

Esse é o passeio mais longe e mais trabalhoso dos que fizemos, mas definitivamente o mais lindo e que vale todo o esforço! Saindo de Alto Paraíso, é necessário percorrer 121km (cerca de 2h em estrada de asfalto e de terra) até Kalunga Engenho II, comunidade onde fica a atração. Lá é necessário ir até o CAT (Centro de Atendimento ao Turista) e contratar um guia para chegar até a cachoeira. A partir daí, percorremos mais alguns km em um pau de arara (descobri só nessa viagem o que era isso! haha) e mais 1km a pé.

O caminho é longo, mas logo nos deparamos com a cachoeira de Santa Barbarinha, primeira atração que é lindíssima e já dá um gostinho do que está por vir. A cachoeira de Santa Bárbara vem logo em seguida e é o destino final, com uma queda d’água de 28m e a água de tom mais azul que já vi na vida. O lugar é DESLUMBRANTE e parece mesmo cenário de filme!

Dependendo do que foi acordado com o guia, ainda é possível ir até a cachoeira Capivara, mas por falta de tempo nós não conseguimos conhecê-la. Outro fato importante é que, como a cachoeira é bastante procurada, o tempo de permanência é de somente 1h. :(

Para nós, que estávamos em sete, o passeio saiu por R$50. A contratação da guia saiu por R$20 para cada um (em grupos de até seis pessoas o valor é de R$100), a entrada somente para Santa Bárbara foi R$20 (se optar por ir até a cachoeira Capivara sai por R$30) e os outros R$10 foram do pau de arara.

A Chapada é um lugar que eu tinha uma visão muito errada, mas que felizmente tive a oportunidade de mudar. Não sou uma pessoa muito da natureza, então nunca tinha prestado muita atenção no local, mesmo ficando tão pertinho daqui. Nessa viagem pude mudar de opinião, conhecer lugares lindos e ir a uma cachoeira/fazer trilha pela primeira vez na vida (reclamando de ter que andar, é claro, mas curtindo muito o destino final). O roteiro que fizemos é bastante tranquilo pra quem está começando como eu e é repleto de paisagens incríveis. Recomendo muito a viagem, mesmo que só por um fim de semana. Já quero voltar para conhecer mais!

NOVA YORK PRA QUEM TÁ POBRE

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Sejamos honestos: viagem internacional é caro. É claro que tudo é extremamente relativo e depende de como você quer que sua viagem seja, mas, a não ser que você seja milionário, não dá pra viajar sem passar uns meses guardando uma graninha. Por isso, economizar durante a viagem é fundamental, já que, se bem aplicado, esse dinheiro pode render uma quantidade maior de passeios e compras!

Como eu disse aqui, ao final dos intercâmbios de trabalho nos Estados Unidos nós temos o Grace Period (GP), que são 30 dias a mais para passear pelo país sem precisar de visto de turista. Eu viajei por uma semana (e mais alguns dias) para Nova York e, como estava no fim do meu programa e com a grana mais curta, posso dar algumas dicas de como viver na cidade sem gastar tanto. Esta foi a minha segunda vez em NY e nos tópicos abaixo vou contar cada detalhe de como foi essa #aventura:

HOSPEDAGEM E TRANSPORTE

Antes de embarcar para Orlando e meu intercâmbio realmente começar, eu já tinha em mente que queria viajar para Nova York ou para Califórnia durante o GP. Apesar de já ter ido para lá, acabei optando por NY por um único motivo: era mais barato.

Conheci em um grupo do ICP algumas meninas que estavam procurando pessoas para dividir hotel na cidade. As datas bateram com as minhas e lá fui eu, fechar hotel com pessoas que eu nem ao menos conhecia! No fim das contas deu tudo certo e dividir o quarto foi fundamental para não gastar tanto, além de me dar a oportunidade de fazer amizades.

Nós reservamos o Hotel at Times Square que, como o próprio nome diz, fica na Times Square (dã). O hotel era excelente, tanto em localização quanto em serviços. O quarto era confortável e tinha café da manhã incluso, que foi uma boa maneira de economizar com comida.

Procurar um hotel com boa localização, perto dos lugares que queríamos visitar, foi muito importante para nossa economia. Muitas vezes o barato pode sair caro e podemos acabar gastando mais tempo e dinheiro com transporte do que economizamos no hotel, então é bom pensar bem. Falando em transporte, a melhor maneira de andar por NY é de metrô. Ele leva para todos (todos!) os lugares da cidade e o passe semanal custa 30 dólares. Mais uma excelente economia!

PS: Muitas pessoas do ICP ficaram hospedadas no The Row, que é também perto da Times Square.

ALIMENTAÇÃO

Comida em viagem é uma coisa extremamente relativa, já que depende do lugar, do dia, da vontade e, claro, da sua fome.

Eu não sou uma pessoa que costuma gastar muito com comida, porque, honestamente, prefiro gastar com coisas que posso levar para casa, hehehe. Pensando nisso, não foi um problema tão grande para mim não me alimentar direito durante o tempo que estive lá. Comi muita pizza de 1 dólar e sanduíche do McDonald’s por conta do preço mesmo, mas também fiz algumas refeições em lugares bacanas.

Minha dica é tomar um café da manhã reforçado e se possível levar na bolsa lanches para o dia. Assim você não tem que parar o tempo todo para comer e ainda economiza uma graninha. Outro conselho é procurar bastante lugares bons e baratos pra comer. Nova York é uma cidade muito grande e você consegue achar comida gostosa por um preço razoável. Os melhores lugares que comemos foi um ravióli no Chelsea Market, um spaghetti com frango à parmegiana em Little Italy, um hambúrguer no Shake Shack e uma pizza no Artichoke Pizza. Cada um por menos de 20 dólares!

PASSEIOS

Para mim, a melhor parte! NY é uma cidade linda e andar pelas ruas é como estar em um filme, emocionante em cada cantinho. Como era a minha segunda vez na cidade e também dos meus amigos, nós optamos por não visitar todos os pontos turísticos, já que já conhecíamos alguns.

A maioria dos passeios que fomos foi de graça, como Central Park, Times Square, Grand Central Terminal, Brooklyn Bridge, Ground Zero, The High Line, etc. Entre os passeios pagos, destaco o One World Trade Center, em que pagamos por volta de 40 dólares para subir até o observatório. Valeu à pena porque a vista é linda e esse foi o único observatório que fomos, mas se você só tem como escolher um, indico o Top of the Rock porque a vista é mais bonita — especialmente no pôr do sol.

Nós fomos também assistir ao espetáculo da Broadway e escolhemos O Fantasma da Ópera. Sendo sincera eu não curti muito. Paguei cerca de 50 dólares no ingresso com desconto e achei o show muito bonito e bem feito, mas como eu não conhecia a história, foi difícil me encantar e confesso até que cochilei em alguns momentos KKKK Recomendo fortemente os espetáculos da Broadway pela experiência, mas procure um que você se identifique com a história! Tenho certeza que minha opinião seria outra se eu tivesse assistido O Rei Leão ou Aladdin, por exemplo.

Quanto aos museus, nós fomos ao MET (Metropolitan Museum of Art), MoMa (Museum of Modern Art) e o Guggenheim, mas só entramos de fato no MoMa. O museu é lindo e o ingresso custa 25 dólares, mas às sextas-feiras, das 16h às 20h, a entrada é gratuita. A maioria dos museus em NY tem esse tipo de serviço e neste link você pode conferir a lista. Só lembre-se de chegar cedo porque lota!

Abaixo vou deixar algumas fotos dos lugares que visitamos, mas pretendo falar com mais detalhes deles em breve:

COMPRAS

Não vou mentir: adoro. Adoro tanto que um dos motivos de eu não ter tanto dinheiro assim em NY foi porque gastei boa parte das minhas economias durante o ICP. Na minha opinião Orlando é bem melhor para compras do que NY, mas não pense que eu voltei pro Brasil sem nada de NY porque dá sim pra achar coisa barata por lá.

O melhor lugar que fomos comprar foi o outlet Jersey Gardens, que fica em New Jersey, a cerca de 30 minutos de Manhattan. É um passeio que demanda um dia inteiro, mas vale à pena porque lá você encontra várias marcas por preços bem mais vantajosos que nas lojas de NY.

Como não nós alugamos carro por lá, nossa melhor alternativa foi ir de ônibus. É só ir até o Port Authority Bus Terminal e comprar o ticket de ida e volta que custa 13 dólares. Dessa forma você fica limitado aos horários dos ônibus, mas para nós não foi um problema e deu tudo certo.

Manhattan também tem muitas opções lojas e você consegue encontrar absolutamente tudo que quiser. Eu não costumo me importar com marcas, então pra mim as melhores lojas são as de departamento como Forever 21 e H&M. Essas lojas tem em todo canto, especialmente na Times Square, que são enormes! Recomendo ir também na Victoria’s Secret da 5ª avenida, que também é enorme e conta até com um museu da marca no último andar!

Alguns outros lojas que na minha opinião valem a visita são Macy’s (a maior do mundo!), Century 21, B&H Photo e Video, Wallgreens, Disney Store, M&M’s e Uniqlo.

Em qualquer loja, a minha dica é procurar bem. A maioria das lojas costuma ter uma área de promoções então não deixe de passar lá. Na Vans comprando dois tênis um saía pela metade do preço, enquanto na Zara eu consegui achar uma saia de 5 dólares e na Forever 21 uma jaqueta de 4 dólares. Procure!

CONTRATEMPOS

Coloquei esse tópico porque aconteceu um probleminha comigo na viagem e deixar um dinheiro reservado foi fundamental.

O meu voo de volta seria no dia 9 de fevereiro para Orlando e de lá para o Brasil. Só que neste dia ocorreu uma nevasca em Nova York e a maioria dos voos domésticos foi cancelada. Recebi um e-mail da companhia aérea na manhã do dia 9 e, com todos os voos lotados, só consegui remarcar minha volta para o dia 13 de fevereiro! Tive que ligar também na companhia que me levaria de Orlando para o Brasil, para também adiar o voo.

Todas essas trocas não tiveram custo já que foram causadas pelo tempo, mas como eu precisaria ficar mais quatro dias na cidade, tive que gastar a mais com a hospedagem. Por sorte (ou azar), alguns amigos também tiveram esse problema e eu consegui dividir um novo hotel por mais alguns dias.

Apesar de ter um dinheiro guardado, infelizmente a quantia não era suficiente e meus pais tiveram que me auxiliar do Brasil. Por isso, minha dica é sempre ter um dinheiro reservado porque nunca sabemos o que pode acontecer. No fim das contas foi muito bom ter conseguido ver neve! hehehe

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Por hoje é isso! Mais uma vez peço desculpas pelo tamanho do post KKKK Espero que tenham gostado da minha experiência na cidade que nunca dorme e que minhas dicas de como economizar uma graninha tenham ajudado. Um beijo e até mais!

ORLANDO EYE, MADAME TUSSAUDS E SHAKE SHACK

Eu já falei muito de Disney nesse blog, contando vários detalhes dos parques e atrações. Mas a verdade é que sempre parece que há algo que ainda falta dizer! Durante o meu programa de intercâmbio, eu fiz um passeio que não tinha feito em nenhuma outra vez que estive na cidade, que foi visitar a Orlando Eye e o museu Madame Tussauds.

O lugar na verdade se chama I-360 e é um complexo de entretenimento fora dos parques. Ele fica na famosa rua International Drive e conta com três atrações: a roda gigante Orlando Eye, o museu de cera Madame Tussauds e o aquário SEA LIFE Orlando. Os ingressos são vendidos separadamente ou em conjunto. Nós optamos por visitar somente a roda gigante e o museu de cera e o ingresso custou por volta de 30 dólares.

A Orlando Eye tem 122 metros de altura, ou seja, o passeio rende uma boa vista da cidade. Nós fomos à noite e a vista foi linda, mas eu recomendo ir de dia porque acredito que dê pra ver mais coisa.

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Já o museu de cera vale a visita em qualquer horário! A atração é muito divertida e tem celebridades do mundo todo — inclusive o Neymar! #ÉTois #ChegandoComOsRefri

Lá perto também fica o Shake Shack, lanchonete que é sucesso em Nova York e que recentemente abriu em Orlando. Eu já tinha escutado falar muito sobre os hambúrgueres de lá então as expectativas estavam bem altas. E olha, eu não me decepcionei nadinha! O sanduíche é de-li-ci-o-so (o molho é um show a parte) e as batatas em formato de ondinha foram um sonho realizado. Pra completar eu pedi também um milkshake, que estava excelente.

O atendimento também foi de primeira e a decoração me encantou demais! Quanto ao preço, no meu caso ficou por volta de 20 e poucos dólares, que valeram totalmente à pena. Pra mim é 10/10.

No fim das contas o passeio vale muito à pena porque é diferente de todo o resto em Orlando. Separe um momento da viagem para conhecer essas atrações que eu garanto que você não vai se arrepender! Beijos e até a próxima :)

Diário de viagem: navio #2

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Aeee, voltei com o diário de viagem do navio! Contei como ele é nesse post e hoje vou mostrar como a gente se divertia por lá. O Allure of the Seas é cheeeeeio de atrações e, juro, não tem como ficar parado um minuto! Já adianto que o post hoje vai ter mais imagem do que texto, ok? Vale mais que mil palavras :P

Dentro tem diversos shows, patinação no gelo (só caí uma vez! hahaha) e cinema 3D, além de atividades recreativas como oficina de cupcakes e flash-mob. As fotos estão mostrando respectivamente algumas das atrações que eu citei, olha só:

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Externamente o navio é ainda mais sensacional porque possui váaarias piscinas, tirolesa, parede de escalada, quadras, campo de mini-golfe e ainda um simulador de surf!

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Meu irmão caindo! HAHAHAH

Massa, né? Como já falei aqui no blog, ainda vou editar os vídeos dessa segunda parte da viagem, que mostram melhor cada uma dessas atividades. O primeiro vídeo é esse aqui. Espero muito que tenham gostado! No próximo post vou falar sobre os lugares que o navio parou. Fiquem ligados! HAHAH Um beijo <3

Diário de viagem: navio #1

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Demorei só um pouquinho pra fazer esse post, né? Mês que vem faz um ano que eu viajei e eu ainda não terminei os posts do diário de viagem KKK Enfim, hoje eu vou finalmente contar como foi a minha estadia no navio. Como eu disse, viajei em janeiro pra Orlando e Miami e no fim fizemos um cruzeiro de 7 dias saindo da Flórida e passando pelo Haiti, Jamaica e México. Como foram muuuitas fotos e são muitas coisas pra contar, vou fazer três posts pra não deixar nada de fora, ok? Hoje vou mostrar detalhes do navio como acomodações e restaurantes.

Nós viajamos no navio Allure of the Seas, da companhia Royal Caribbean, e ficamos numa cabine interna pra três pessoas. Era uma cama de casal e um sofá cama. O mais legal são esses bichinhos de toalha que o pessoal que limpa o quarto faz. Todo dia tinha um diferente e era um mais legal que o outro! Olha como a gente se divertia ali HAHAH

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