FACULDADE, MUDANÇA E VOCÊ NÃO É OBRIGADO

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Oi! Quanto tempo, hehe. Já perceberam que boa parte dos meus posts começa assim? HAHAH Hoje não vim com desculpas porque vocês – se ainda estiver alguém aí – já devem ter notado que sumir do blog faz parte do meu jeitinho. Mas sinto saudades! Aliás, vocês notaram algo de diferente? Pois é, mudei o layout. De novo. ¯\_(ツ)_/¯

Bom, sem enrolação. Hoje não vim falar de livros, séries, filmes ou viagens. O assunto desse post de “come back”, como já devem ter notado pelo título, é um pouco mais sério: faculdade. Nesses últimos meses passei por um período complicado em que não me senti bem no curso que escolhi. Depois de pensar MUITO, cheguei à conclusão de que queria mudar de curso e foi o que fiz. Mas pera lá! Vamos começar do começo.

Jornalismo

No primeiro semestre de 2013, entrei no curso de Jornalismo. Escolhi essa profissão porque sempre gostei muito de ler e escrever. Como já disse aqui no blog, acredito no poder das palavras e achei que essa seria a minha forma de mudar o mundo. Durante os dois anos que fiz o curso, desenvolvi minhas habilidades na escrita, aprendi coisas que nunca imaginei e, veja só, percebi que Jornalismo não é só gostar de ler e escrever. Ouvi milhares de vezes dos meus professores que, pra ser um bom jornalista, você precisa ser curioso, gostar de ouvir o povo e de levar informação a ele. Acredite: você precisa se interessar pelas pessoas e pelos acontecimentos do mundo. E foi esse o meu problema. Gostar de ler e escrever, infelizmente, não foi suficiente. Me faltou a curiosidade. Me faltou a vontade. Vi com meus próprios olhos, durante o estágio que fiz, a carreira de um jornalista. Foi aí, pouco antes do início do 4º semestre – pra completar, esse foi o período em que tive matérias que eu não gostava meeesmo, como Telejornalismo e Radiojornalismo –, que eu percebi que Jornalismo não era o curso ideal pra mim.

Ao mesmo tempo em que isso acontecia, uma paixão minha foi redescoberta. No 3º semestre tive a matéria de Editoração Eletrônica, em que aprendemos a diagramar matérias pra revistas, jornais e livros. Foi paixão à primeira vista porque sempre gostei MUITO dessa área de design, apesar de nunca ter pensado nisso como profissão, apenas hobby. 

Design

Foi aí que eu pensei: por que não unir o útil ao agradável? Não estou satisfeita em Jornalismo, me interesso pelo Design Gráfico. O que está faltando pra eu mudar?! Bom, faltava muita coisa. Eu precisava ter 100% de certeza da minha decisão. Então fiz testes vocacionais, pesquisei informações sobre o curso que queria fazer, vi a grade curricular na minha faculdade, assisti vídeos sobre o assunto, fiz cursos online pra ver se de fato era aquilo que eu queria, etc, etc, etc. Ao mesmo tempo, avaliava durante as aulas se de fato Jornalismo não me servia. Depois de tudo isso, decidi que, sim, eu queria mudar de curso.

Pra ser sincera, a ideia não foi bem aceita pela minha família no começo e ainda não é. Tive que brigar muito, chorar muito, convencer muito – escrevi até uma carta –, pra enfim fazê-los entender que essa era a decisão que eu queria tomar. Fiz o pedido na minha faculdade na semana passada e (se tudo der certo) começo o curso no próximo dia 2.

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Bom, a minha intenção com esse post não é apenas avisar quem me acompanha aqui dessa mudança na minha vida. O que eu quero com esse post é que o que aconteceu comigo possa ajudar alguém que esteja passando pela mesma situação. Sempre encarei a mudança de curso como uma falha e, enquanto eu pesquisava sobre Design Gráfico, pesquisei também depoimentos de pessoas que mudaram de curso. Eu queria ouvir de alguém que passou por isso se valia realmente a pena.

Nós somos ensinados desde sempre que devemos fazer o Ensino Médio, decidir qual carreira vamos seguir pro resto da vida e ir em frente. Sem errar. Sem olhar pra trás. Com 16, 17, 18 anos, temos que carregar o peso de uma decisão pro resto da vida. Quão injusto isso é?

Mas deixa eu te contar uma coisa: não somos obrigados. Não somos obrigados a acertar de primeira, a fazer o que todo mundo faz ou a fazer o que querem que façamos. Não somos obrigados a ficarmos infelizes em algo que não gostamos. Isso vale pra curso, emprego, relacionamento, cidade… enfim, nós não somos obrigados a NADA. Não me entenda mal, na vida vamos ter que fazer coisas que não gostamos ou não queremos, muitas vezes pra agradar quem amamos. Também não estou te dizendo pra desistir na primeira dificuldade. É bom persistir pra ver se aquilo não te serve mesmo. Mas tudo é uma questão de equilíbrio. Entenda que a sua felicidade deve vir sempre em primeiro lugar. Não jogue sua vida, seus sonhos e suas vontades fora.

Eu não encontrei a resposta pra a perguntava que procurava e mudei de curso sem descobrir se valia a pena mesmo. Estou MORRENDO de medo porque não sei se vai dar certo, não sei se vou gostar tanto assim, não sei se vou fazer amigos, não sei se vou dar conta… Mas sei que fiz a escolha certa porque ao menos estou tentando. Estou buscando minha chance de ser feliz e de achar meu lugar no mundo.

Meu conselho pra você que está passando pela mesma situação é:

  • Tenha certeza que você não se identifica mais com o curso que está;
  • Pesquise muito, muito, muito sobre o curso que você quer. Pesquise também sobre outros cursos, pra que você tenha muitas opções e diminua a chance de se arrepender novamente. Se você não souber que outro curso fazer, avalie se vale a pena sair e ficar um tempo decidindo ou se é melhor continuar no que está até certeza do próximo;
  • Feita a decisão, VÁ. Tenha em mente que nem todo mundo vai te apoiar, mas se você está ciente do que está fazendo, não tem porque ter medo. Se não der certo, bola pra frente. É só um curso.

É isso por hoje. Exagerei no tamanho, né? Hehehe. Espero que tenham gostado da volta do blog com esse post ~reflexivo~. Me contem nos comentários o que acham do assunto. Ah, me falem também o que acharam do novo layout do blog, ok?! Um beijo <3

O 18º PÔR DO SOL

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Inspiração vem mesmo nas horas mais inoportunas. Lá estava eu, a um mês do tão esperado 18 anos, sendo super adulta e voltando do trabalho de ônibus. Olho para fora da janela e vejo o céu daquele jeitinho de pôr do sol. Bem daquele jeito que só o céu de Brasília consegue proporcionar. A luz meio rosada e meio amarelada deixava apenas a silhueta do resto da cidade aparecer. Naquele momento, percebi que eu sou como o pôr do sol.

Somos inconstantes. Ora meio azuis, ora meio vermelhos, ora amarelados. Ora meio destemidos, ora inseguros, ora sem esperança. Estados de espírito que vêm e vão todos os dias.

Parei de olhar a janela por um tempinho e, quando me deparei, o céu já havia escurecido. O espetáculo havia terminado em questão de minutos. Assim é crescer. Quando você menos espera, já escureceu. Já cresceu. Um dia desses estava eu comemorando o aniversário de 15 anos, de 16, de 17, e olha só, finalmente 18. Não muito maior em altura, mas com a cabeça mais cheia de pensamentos. Mais cheia de medos e incertezas também. Descobrindo um pedacinho novo do mundo a cada dia, mesmo que estranhando na maioria das vezes.

Deixo registrado aqui os meus 17 anos, 11 meses e 1 dia, para que aos 19, 20 ou 21 eu consiga olhar para trás e ver que solucionei os enigmas de agora. Sabe como é, otimismo é algo que me acompanha desde muitos aniversários. É a única coisa que tenho para me segurar.

Finalizo esse registro mandando um beijo para a Samantha do futuro. Que você não seja tão desesperada quanto a Samantha do presente e que quando você ler esse texto, não me desaprove tanto pela maneira de escrever. Estamos combinadas? OK então. Feliz aniversário de 18 anos, de 19 anos e de quantos mais vierem. E que venham muitos, pra gente assistir muitos pores do sol juntas (dessa vez dentro de um carro, espero).


Esse texto foi escrito no dia 15/07 mas eu só tomei coragem decidi postar hoje, no dia do meu aniversário! Ainda fico meio com muita vergonha de postar texto aqui mas não queria deixar a data passar em branco. A foto tá sem filtro e mostra um dos pores (palavra feia, né?) do sol mais lindos que eu já vi aqui em Brasília. Espero que tenham gostado! Beijo e tenham um ótimo #SamDaMafiaDay :P

(500) DAYS OF SAM 2.0

georgina

Er… ainda tem alguém aí? Hehehe, oi. Como vocês puderam perceber, eu dei um tempo do blog em fevereiro deste ano porque eu estava bem desanimada com ele. Apesar de ter começado novos projetos na época, eu estava sentido o blog como uma obrigação e isso me desanimava completamente. Perdi as contas de quantas vezes eu aparecia, pedia desculpa por sumir e prometia postar mais. Percebi que isso não era o que eu queria e resolvi parar. Mas aconteceu uma coisa: senti saudades!

O (500) Days Of Sam começou quando eu vi que queria fazer mais do que apenas ler blogs, eu queria TER um. E mais uma vez essa vontade surgiu! Só que eu resolvi que dessa vez vai ser diferente. Para começar, eu não vou prometer nada. Não vou prometer freqüência nos posts e nem criar projetos que eu não vou dar conta de terminar. A ideia agora é postar quando eu tiver vontade, quando surgir algum assunto que eu tenha vontade de falar. Espero que essa decisão não incomode quem gosta do blog porque, ao menos na minha concepção, é melhor um post de vez em quando do que nenhum! HAHAHA

Para recomeçar com chave de ouro, resolvi mudar outra coisa que me incomodava: o layout. Já contei para vocês que me incomoda DEMAIS o fato do WordPress ser tão limitado. Como eu já tentei me adaptar com o Blogger e também não deu certo, decidi engolir minha raiva e continuar no WordPress mesmo, só que com outro layout. Como no momento eu não estou disposta a pagar por um layout lindo e personalizado, procurei nos themes grátis um que não me incomodasse tanto (vocês não imaginam o quanto eu sou chata) e encontrei esse. Eu curti, apesar dessa letra enorme pra cego HAHAH e espero que tenham gostado também :)

Outra novidade na minha vidinha é que agora eu sou #assalariada. Sim, agora sou trabalhadora! Estou estagiando há um mês no jornal Alô Brasília e esse é outro motivo para as postagens não serem tão frequentes.

Sem mais delongas, quero agradecer quem continuou visitando o blog, curtindo a fanpage, e principalmente pedindo para eu voltar <3 You can tell Jesus that the bitch is back! (sempre quis usar essa frase) Por hoje é só, vou apenas deixar vocês com um spoiler: os próximos posts da categoria viagem tem relação com a foto do começo do post, hein… Xoxo :*

Adeus, ano velho…

Feliz ano novo! Hoje é dia 31 e eu vim aqui desejar um 2014 INCRÍVEL para todos vocês! Como contei aqui, 2013 foi um ano cheio de mudanças e eu espero que 2014 seja mil vezes melhor. Espero muito que cada um que está lendo esse post cresça como pessoa e realize todas as suas metas. Não esqueça de agradecer tudo de bom que teve nesse ano e lembre-se de que não adianta o ano ser novo se você for o mesmo (frase de facebook, rs).

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Aproveitem muito a festa da virada (não a da Globo, rs), seja com seus familiares ou com seus amigos. Caso você arranje um tempinho, sugiro assistir o filme Noite de Ano Novo, que é definitivamente um dos meus preferidos! Assisto em qualquer época, mas nessa parte do ano ele fica ainda mais especial. Essa NY de ano novo mexe com meus feelings. Aliás, anotem isso: um dia vou passar o ano novo lá. Falei dele nesse post e vou colocar de novo uma das minhas quotes preferidas:

“And as you all can see, the ball has stopped half way to its perch. It’s suspended there to remind us before we pop the champagne and celebrate the new year, to stop and reflect on the year that has gone by. To remember both our triumphs and our missteps, our promises made and broken, the times we opened ourselves up to great adventures, or closed ourselves down for fear of getting hurt. Because that’s what New Year’s all about: getting another chance. A chance to forgive, to do better, to do more, to give more, to love more, and to stop worrying about what if, and start embracing what will be. So when that ball drops at midnight, and it will drop, let’s remember to be nice to each other, kind to each other, and not just tonight but all year long.”

Para quem não sabe inglês, traduzi aqui.

Um beijo, feliz ano novo mais uma vez e a gente se vê em 2014! <3

PS: Vou viajar agora em janeiro para o Rio e para o Espírito Santo! Vou tentar fazer um diário de viagem enquanto estiver por lá, mas não sei se vai dar porque depende muito da Internet. De qualquer forma, vou deixar alguns posts programados para que o blog não fique parado, ok?

Então é natal. E o que você fez?

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Talvez esse seja mais um daqueles que ninguém vai ver. Mas, se por acaso você estiver lendo, foi porque eu tive coragem de mostrar para alguém. Aliás, esse texto é sobre isso: coragem.

Em plena metade de dezembro e com as redes sociais lotadas de retrospectivas, fica difícil não olhar para trás e ver o trajeto que percorremos durante o ano. Para mim, esse foi um ano de mudanças. Saí da escola e coloquei um pezinho no mundo dos adultos. Não foi fácil no começo, mas acho que me dei bem. Mudei de casa. Pintei o cabelo. Criei um blog e mantive (com algumas pausas, é claro). Fiz alguns amigos e mantive outros. Alguns foram deixados para trás, mas assim é crescer, certo? Largar as certezas de antes para descobrir novas.

Falando nisso, acho que esse ano essa palavra significou um pouco mais. Crescer. Experimentei novos sentimentos e senti saudades de outros. É engraçado porque sei que se ler esse texto daqui uns anos, tenho certeza que vou pensar “pff, como eu era boba”, assim como penso isso quando lembro dos anos anteriores. Mas essa é a parte engraçada de crescer. Citando uma blogueira querida, “você aumenta de tamanho e ganha mais espaço aí dentro”. Não devemos deixá-lo vazio.

Em 2013, tive dúvidas e certezas. Vi gente que eu gostava fazendo coisas que eu não gostava. Vi gente que eu não gostava fazendo coisas que eu gostava. Vi eu mesma fazendo coisas que eu não gostava e prometi que iria mudar. Vi o que é ser um jornalista e descobri que talvez esse seja o meu destino. Minha chance de mudar o mundo. Descobri na pele o que é ser uma estudante de jornalismo, quem sabe nos próximos anos eu não descubra o que é ser uma jornalista de verdade?

Ainda que esse ano eu tenha descoberto mais de mim mesma, acho que não foi suficiente. O clima nostálgico de fim de ano nos faz querer traçar metas para o próximo. Um conselho para você aí do futuro: que tal se arriscar um pouco mais? Dizem que a vida começa fora da sua zona de conforto. Não deixe chegar o próximo ano com o sentimento de tarefa inacabada. Trabalhe mais. Divirta-se mais. Ouça mais. Permita-se mais. Ame mais (com todo o clichê que essa frase traz). E preocupe-se menos. Lembrando do começo do texto, tenha mais coragem.

PS: Em 2014, escreva mais também. Você sente falta.