EU TRABALHEI NA DISNEY!

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Cara, o ICP foi muito louco. Estive na Disney por dois meses e meio e posso dizer com certeza que esse foi o período mais intenso de toda a minha vida. Vivi o suficiente para anos em alguns meses, mas que passaram tão rápido quanto alguns dias. Senti emoções pra uma vida e conheci pessoas que pretendo levar pra vida. Ri, chorei, ri, chorei, ri mais um pouco e chorei mais um pouco. Trabalhei, trabalhei, trabalhei e trabalhei. Me conheci. Aprendi, e como aprendi.

Trabalhar na Disney foi uma experiência muito única. Apesar de ter sido um sonho, de maneira alguma foi perfeito e muito menos fácil. A vida infelizmente é assim, até mesmo no lugar mais mágico da terra. Os momentos ruins, porém, ficam pequenos comparados aos magical moments. Não apenas os realizados para os guests, eu quero dizer, mas sim os que nós, cast members, vivíamos todos os dias. Porque é de fato mágico poder fazer alguém sorrir, mesmo que seja com coisas pequenas, como dar um adesivo, falar um “hi princess” ou até travar uma luta de sabre de luz vs. rolo de saco de lixo. É mágico poder conversar com pessoas de todo o mundo e conhecer suas histórias. É mágico receber um abraço depois de ajudar uma menina perdida a achar sua família. E é realmente mágico saber que está participando do sonho de tanta gente.

O ICP foi incrível e voltar pro Brasil faz o coração doer numa mistura de alívio, felicidade, tristeza e muitos outros sentimentos. Dói e vai doer por um tempo, mas só porque as memórias lá criadas foram muito especiais. As lágrimas caem porque é muito difícil dizer adeus pra um lugar que te acolheu tão bem como casa, mas caem acompanhadas de sorrisos por todas as lembranças que tive a oportunidade de criar. É um mix de sentimentos que só quem viveu entende e hoje sou extremamente grata por poder sentir.

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Isso tudo começou anos atrás, com um desejo, e terminou assim de novo. Há cinco anos eu desejei voltar, trabalhando, e assim o fiz. See what a little wishing can do? Hoje eu tenho só mais um: que eu jamais esqueça o que eu vivi. Que eu nunca esqueça que se você pode sonhar, você pode SIM realizar. Tem que ter coragem, tem que ter fé, mas tem que ter principalmente confiança. Tem que acreditar. Dare to do what dreamers do.

Hoje eu sinto orgulho por saber que fui parte da história da Disney. Sinto extrema gratidão por ter tido a oportunidade de ser cast member e de poder chamar esse lugar de casa. Agradeço a cada amigo, coworker e guest que passou por mim e fez do meu programa incrível. Agradeço ao Hollywood Studios por ter sido o cenário desse meu filme. E agradeço à Disney, é claro, por me ensinar tanto em tão pouco tempo e por ter feito desse intercâmbio a melhor experiência da minha vida.

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Dei tchau pra um mundo de sonhos e desejos, mas com o coração pronto pra sonhar mais um pouco. Porque wishes can come true, if you believe in them with all your heart. And the best part is you’ll never run out of wishes.

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EU VOU TRABALHAR NA DISNEY!

Esse dia eu me lembro muito bem. Eu tinha acabado de começar a fazer inglês e o professor perguntou por que queríamos aprender a língua. Todo mundo na sala disse coisas como se comunicar com pessoas do mundo todo e melhorar as habilidades profissionais. Minha resposta foi simples. “Pra ir pra Disney!”, eu disse rindo. Eu estava brincando mas estava falando sério. 

A Disney sempre foi um sonho, sabe? Ela sempre esteve presente em minha vida por meio de filmes, desenhos e personagens, mas era também mais que isso. Conhecer os parques em Orlando, cheios de atrações e shows, era, sem exagero, o maior sonho da minha vida (lembre-se que estamos falando de uma vida com poucos anos de idade).

Até que o dia chegou. O presente que eu não tive nenhuma dúvida na hora de escolher: comemorar meus 15 anos na Disney. A felicidade não cabia em mim e a ansiedade estava transbordando. Em janeiro de 2011, com meus quase-15-anos, lá estava eu, diante do castelo, do Mickey e dos fogos.

O problema de criar expectativa demais é que quase sempre você se decepciona. Quase sempre. Dessa vez não foi assim. Nem nos meus sonhos mais loucos eu poderia imaginar tudo aquilo que vivi. Lá eu pude perceber que a Disney é aquilo que promete ser: mágica. É um lugar diferente de qualquer outro, onde parece que nada de ruim vai acontecer e você é especial simplesmente por estar ali. E acredite: você de fato é. Eu fui chamada de princesa várias vezes pelas pessoas que trabalhavam ali e recebi de volta uma pipoca que derrubei no chão sem ter que pagar nem mais um centavo. Tudo ali é feito pra que você se sinta bem e, eu juro, nunca me senti tão feliz como naquele lugar.

Agora imagine só, viver um sonho desse e ter que voltar pra realidade? Não dá, né. Eu não queria voltar, queria ficar lá pra sempre. Falei que queria morar, trabalhar, limpar o chão, viver de mendiga, o que fosse. Eu só não queria ir embora.

Chegou então o último dia dessa viagem. Lembro que estávamos no Hollywood Studios, assistindo o show à noite na beira do lago. Esse parque se tornou meu preferido por conta da temática de cinema e as atrações super divertidas. No dia seguinte iríamos pra Miami e, apesar de ainda continuar a viagem, não seria a mesma coisa porque não era a Disney. Eu não queria ir embora. Eu não sabia quando iria voltar ali, se é que um dia voltaria. Eu e minhas primas estávamos chorando e minha mãe disse: “é um sonho sim, mas como um sonho, temos que voltar pra realidade”. Ela estava filmando a cena – estava engraçado – e me mandou ler o que tinha escrito na pulseira que tinha comprado. “Nada é impossível se você acreditar”. Ela disse: “você acredita que volta?” e, claro, eu acreditei.

Acreditei tanto que voltei mais duas vezes. Uma em 2013 e outra em 2015. Foi novamente um sonho, tão emocionante como da primeira vez, mas maravilhoso de diferentes maneiras. Agora eu já conhecia a maioria dos lugares e nem tudo era novidade, mas em momento algum aquilo deixava de ser incrível. Os fogos do castelo me faziam chorar da mesma maneira que fizeram da primeira vez.

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Na última dessas viagens, tive a oportunidade de conhecer brasileiros que estavam trabalhando por lá. Interessada, perguntei como eles chegaram ali e esse foi o primeiro contato que tive com o ICP, o programa de trabalho na Disney. Eles estavam lá por apenas alguns meses e morando e trabalhando nos parques, do jeito que eu tinha sonhado. Dizer que me interessei é pouco, né? Procurei mais sobre e descobri que o programa só era destinado a estudantes que faziam cursos de quatro anos de duração e, naquele exato ano, eu tinha trocado meu curso de Jornalismo pelo de Design Gráfico, que durava apenas dois anos.

Tudo bem, paciência.

Acontece que naquele ano duas amigas se inscreveram para o programa. Elas tinham assistido à primeira palestra do processo seletivo e disseram que não era necessário o curso de quatro anos. Era a minha chance? Era. Mas por algum motivo não deu pra ir e eu nem cheguei a me inscrever. Essas amigas passaram e foram. Voltaram dizendo ser a melhor experiência da vida delas, afinal de contas, morar em outro país, trabalhando e ganhando dinheiro, e ainda por cima na Disney? Como não seria incrível?!

Alguns meses passaram e minha prima me avisou que o processo seletivo daquele ano tinha começado. A palestra aconteceria no dia seguinte. Honestamente não fiquei tão animada porque talvez tivesse um compromisso na mesma data em que o programa aconteceria. Mas como ainda não estava confirmado, dei chance ao destino e disse: “por que não?”.

Foi então que começou uma montanha-russa de emoções. Assisti à palestra sem expectativas mas fui pra entrevista no dia seguinte extremamente nervosa. Só percebi ali o quanto queria que desse certo. Por conta disso, não me saí tão bem quanto gostaria e fui embora apreensiva. A espera do resultado foi longa e deu tempo de sentir muita coisa. Fiquei confiante, fiquei com medo, fiquei indiferente e fiquei desesperada. No dia do resultado, tinha certeza de que não tinha passado, por isso ler na tela o “Parabéns! Você foi aprovado para a próxima etapa!” foi um baita de um choque. Foi um choque também ver que meu irmão e alguns amigos que eu tinha certeza que passariam estavam de stand-by. Em compensação, foi uma alegria ver que minha prima tinha passado também e eu não estaria lá sozinha.

Era isso, o sonho estava cada vez mais perto. A segunda fase seria em outra cidade com os entrevistadores americanos no próprio escritório da Disney. No dia 16 de agosto, um dia depois do meu aniversário, eu e minha prima estávamos indo pra São Paulo em busca da concretização desse sonho. Eu sabia que só dependia de mim e que não poderia deixar que o nervosismo atrapalhasse como da primeira vez. No aeroporto de Brasília, prestes a embarcar, deixei meu celular cair e ele quebrou a tela. Na hora eu obviamente fiquei muito triste e acreditei ser um baita azar. Agora, olhando pra trás (e com a tela já consertada), percebo que isso foi fundamental para o meu desempenho na entrevista. Eu não tive contato com ninguém que estava participando do processo além da minha prima, então não fiquei lendo sobre o comportamento de ninguém e nem perguntas feitas aos outros participantes.

A entrevista foi super tranquila. Se eu estava nervosa? Claro! Se não estivesse não seria eu. Mas a Jenny, a moça que me entrevistou, foi extremamente simpática e a conversa fluiu de maneira natural. Acredito que consegui deixar claro que a Disney era uma paixão minha e que o programa seria um sonho, ainda que uma experiência profissional. No final escutei dela um “você fez um ótimo trabalho” e saí de lá confiante de que estaria embarcando para Orlando no fim do ano para ser uma Cast Member.

A espera do resultado dessa vez não foi tão longa, mas foi tempo suficiente para me deixar muito apreensiva. Dessa vez, porém, estava confiante. E deu certo: o tão esperado e-mail de congratulations chegou e estava ali a confirmação do sonho. Sim, eu vou trabalhar na Disney.

Eu. Vou. Trabalhar. Na. Disney.

Estou escrevendo esse texto pouco mais de um mês depois desse e-mail ter chegado. A ansiedade não mudou desde esse dia, pelo contrário, só aumentou. Tenho lido, assistido e pesquisado tudo sobre o ICP, os parques e tudo do universo Disney e por isso está difícil pensar em algo que não seja os dias que viverei por lá.

Hoje, a exatos 50 dias do começo do programa, recebi a informação de que meu local de trabalho será o parque Hollywood Studios. Lembra quando eu disse que era meu parque preferido? Pois é. E adivinha o que eu vou fazer lá? Vou ser Custodial, ou seja, vou limpar o parque. Sim, exatamente o que eu tinha dito que poderia fazer sem o menor problema desde que estivesse na Disney.

Euzinha nas três vezes em que estive no Hollywood Studios

A cada dia que passa a ficha cai um pouquinho mais, mas ainda parece um sonho. Tento tomar cuidado pra não me deslumbrar demais e criar expectativas altas, porque, como eu disse, a chance de se decepcionar é grande. Eu não posso esquecer de que se trata de um intercâmbio de trabalho e eu não estarei lá a passeio. Já li relatos de muitos outros participantes e não tenho nenhuma garantia de que vai ser tudo mil maravilhas, afinal, terei que lidar com pessoas e pessoas são imprevisíveis. De qualquer forma, ter a oportunidade de trabalhar na maior empresa de entretenimento do mundo, convivendo e interagindo com pessoas de todos os cantos do planeta, é algo que me deixa muito grata e feliz.

Visitar a Disney foi um sonho muito incrível, mas acredito que trabalhar lá vai ser ainda mais. Poderei fazer parte de uma empresa que realmente busca o melhor para seus clientes e que faz com que a experiência deles com seus produtos seja a melhor que já tiveram. Eu terei a oportunidade de fazer com que as pessoas que estão ali se sintam tão especiais quanto eu me senti. Eu vou fazer parte da mágica.

O e-mail de congratulations que eu recebi não é só a confirmação do meu intercâmbio. Foi um lembrete para ter confiança em mim mesma. Foi a confirmação do que estava escrito na minha pulseira, lá naquele dia no Hollywood Studios. Nada é impossível se você acreditar.

Tô voltando, Disney!

FACULDADE, MUDANÇA E VOCÊ NÃO É OBRIGADO

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Oi! Quanto tempo, hehe. Já perceberam que boa parte dos meus posts começa assim? HAHAH Hoje não vim com desculpas porque vocês – se ainda estiver alguém aí – já devem ter notado que sumir do blog faz parte do meu jeitinho. Mas sinto saudades! Aliás, vocês notaram algo de diferente? Pois é, mudei o layout. De novo. ¯\_(ツ)_/¯

Bom, sem enrolação. Hoje não vim falar de livros, séries, filmes ou viagens. O assunto desse post de “come back”, como já devem ter notado pelo título, é um pouco mais sério: faculdade. Nesses últimos meses passei por um período complicado em que não me senti bem no curso que escolhi. Depois de pensar MUITO, cheguei à conclusão de que queria mudar de curso e foi o que fiz. Mas pera lá! Vamos começar do começo.

Jornalismo

No primeiro semestre de 2013, entrei no curso de Jornalismo. Escolhi essa profissão porque sempre gostei muito de ler e escrever. Como já disse aqui no blog, acredito no poder das palavras e achei que essa seria a minha forma de mudar o mundo. Durante os dois anos que fiz o curso, desenvolvi minhas habilidades na escrita, aprendi coisas que nunca imaginei e, veja só, percebi que Jornalismo não é só gostar de ler e escrever. Ouvi milhares de vezes dos meus professores que, pra ser um bom jornalista, você precisa ser curioso, gostar de ouvir o povo e de levar informação a ele. Acredite: você precisa se interessar pelas pessoas e pelos acontecimentos do mundo. E foi esse o meu problema. Gostar de ler e escrever, infelizmente, não foi suficiente. Me faltou a curiosidade. Me faltou a vontade. Vi com meus próprios olhos, durante o estágio que fiz, a carreira de um jornalista. Foi aí, pouco antes do início do 4º semestre – pra completar, esse foi o período em que tive matérias que eu não gostava meeesmo, como Telejornalismo e Radiojornalismo –, que eu percebi que Jornalismo não era o curso ideal pra mim.

Ao mesmo tempo em que isso acontecia, uma paixão minha foi redescoberta. No 3º semestre tive a matéria de Editoração Eletrônica, em que aprendemos a diagramar matérias pra revistas, jornais e livros. Foi paixão à primeira vista porque sempre gostei MUITO dessa área de design, apesar de nunca ter pensado nisso como profissão, apenas hobby. 

Design

Foi aí que eu pensei: por que não unir o útil ao agradável? Não estou satisfeita em Jornalismo, me interesso pelo Design Gráfico. O que está faltando pra eu mudar?! Bom, faltava muita coisa. Eu precisava ter 100% de certeza da minha decisão. Então fiz testes vocacionais, pesquisei informações sobre o curso que queria fazer, vi a grade curricular na minha faculdade, assisti vídeos sobre o assunto, fiz cursos online pra ver se de fato era aquilo que eu queria, etc, etc, etc. Ao mesmo tempo, avaliava durante as aulas se de fato Jornalismo não me servia. Depois de tudo isso, decidi que, sim, eu queria mudar de curso.

Pra ser sincera, a ideia não foi bem aceita pela minha família no começo e ainda não é. Tive que brigar muito, chorar muito, convencer muito – escrevi até uma carta –, pra enfim fazê-los entender que essa era a decisão que eu queria tomar. Fiz o pedido na minha faculdade na semana passada e (se tudo der certo) começo o curso no próximo dia 2.

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Bom, a minha intenção com esse post não é apenas avisar quem me acompanha aqui dessa mudança na minha vida. O que eu quero com esse post é que o que aconteceu comigo possa ajudar alguém que esteja passando pela mesma situação. Sempre encarei a mudança de curso como uma falha e, enquanto eu pesquisava sobre Design Gráfico, pesquisei também depoimentos de pessoas que mudaram de curso. Eu queria ouvir de alguém que passou por isso se valia realmente a pena.

Nós somos ensinados desde sempre que devemos fazer o Ensino Médio, decidir qual carreira vamos seguir pro resto da vida e ir em frente. Sem errar. Sem olhar pra trás. Com 16, 17, 18 anos, temos que carregar o peso de uma decisão pro resto da vida. Quão injusto isso é?

Mas deixa eu te contar uma coisa: não somos obrigados. Não somos obrigados a acertar de primeira, a fazer o que todo mundo faz ou a fazer o que querem que façamos. Não somos obrigados a ficarmos infelizes em algo que não gostamos. Isso vale pra curso, emprego, relacionamento, cidade… enfim, nós não somos obrigados a NADA. Não me entenda mal, na vida vamos ter que fazer coisas que não gostamos ou não queremos, muitas vezes pra agradar quem amamos. Também não estou te dizendo pra desistir na primeira dificuldade. É bom persistir pra ver se aquilo não te serve mesmo. Mas tudo é uma questão de equilíbrio. Entenda que a sua felicidade deve vir sempre em primeiro lugar. Não jogue sua vida, seus sonhos e suas vontades fora.

Eu não encontrei a resposta pra a perguntava que procurava e mudei de curso sem descobrir se valia a pena mesmo. Estou MORRENDO de medo porque não sei se vai dar certo, não sei se vou gostar tanto assim, não sei se vou fazer amigos, não sei se vou dar conta… Mas sei que fiz a escolha certa porque ao menos estou tentando. Estou buscando minha chance de ser feliz e de achar meu lugar no mundo.

Meu conselho pra você que está passando pela mesma situação é:

  • Tenha certeza que você não se identifica mais com o curso que está;
  • Pesquise muito, muito, muito sobre o curso que você quer. Pesquise também sobre outros cursos, pra que você tenha muitas opções e diminua a chance de se arrepender novamente. Se você não souber que outro curso fazer, avalie se vale a pena sair e ficar um tempo decidindo ou se é melhor continuar no que está até certeza do próximo;
  • Feita a decisão, VÁ. Tenha em mente que nem todo mundo vai te apoiar, mas se você está ciente do que está fazendo, não tem porque ter medo. Se não der certo, bola pra frente. É só um curso.

É isso por hoje. Exagerei no tamanho, né? Hehehe. Espero que tenham gostado da volta do blog com esse post ~reflexivo~. Me contem nos comentários o que acham do assunto. Ah, me falem também o que acharam do novo layout do blog, ok?! Um beijo <3

O 18º PÔR DO SOL

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Inspiração vem mesmo nas horas mais inoportunas. Lá estava eu, a um mês do tão esperado 18 anos, sendo super adulta e voltando do trabalho de ônibus. Olho para fora da janela e vejo o céu daquele jeitinho de pôr do sol. Bem daquele jeito que só o céu de Brasília consegue proporcionar. A luz meio rosada e meio amarelada deixava apenas a silhueta do resto da cidade aparecer. Naquele momento, percebi que eu sou como o pôr do sol.

Somos inconstantes. Ora meio azuis, ora meio vermelhos, ora amarelados. Ora meio destemidos, ora inseguros, ora sem esperança. Estados de espírito que vêm e vão todos os dias.

Parei de olhar a janela por um tempinho e, quando me deparei, o céu já havia escurecido. O espetáculo havia terminado em questão de minutos. Assim é crescer. Quando você menos espera, já escureceu. Já cresceu. Um dia desses estava eu comemorando o aniversário de 15 anos, de 16, de 17, e olha só, finalmente 18. Não muito maior em altura, mas com a cabeça mais cheia de pensamentos. Mais cheia de medos e incertezas também. Descobrindo um pedacinho novo do mundo a cada dia, mesmo que estranhando na maioria das vezes.

Deixo registrado aqui os meus 17 anos, 11 meses e 1 dia, para que aos 19, 20 ou 21 eu consiga olhar para trás e ver que solucionei os enigmas de agora. Sabe como é, otimismo é algo que me acompanha desde muitos aniversários. É a única coisa que tenho para me segurar.

Finalizo esse registro mandando um beijo para a Samantha do futuro. Que você não seja tão desesperada quanto a Samantha do presente e que quando você ler esse texto, não me desaprove tanto pela maneira de escrever. Estamos combinadas? OK então. Feliz aniversário de 18 anos, de 19 anos e de quantos mais vierem. E que venham muitos, pra gente assistir muitos pores do sol juntas (dessa vez dentro de um carro, espero).


Esse texto foi escrito no dia 15/07 mas eu só tomei coragem decidi postar hoje, no dia do meu aniversário! Ainda fico meio com muita vergonha de postar texto aqui mas não queria deixar a data passar em branco. A foto tá sem filtro e mostra um dos pores (palavra feia, né?) do sol mais lindos que eu já vi aqui em Brasília. Espero que tenham gostado! Beijo e tenham um ótimo #SamDaMafiaDay :P

(500) DAYS OF SAM 2.0

georgina

Er… ainda tem alguém aí? Hehehe, oi. Como vocês puderam perceber, eu dei um tempo do blog em fevereiro deste ano porque eu estava bem desanimada com ele. Apesar de ter começado novos projetos na época, eu estava sentido o blog como uma obrigação e isso me desanimava completamente. Perdi as contas de quantas vezes eu aparecia, pedia desculpa por sumir e prometia postar mais. Percebi que isso não era o que eu queria e resolvi parar. Mas aconteceu uma coisa: senti saudades!

O (500) Days Of Sam começou quando eu vi que queria fazer mais do que apenas ler blogs, eu queria TER um. E mais uma vez essa vontade surgiu! Só que eu resolvi que dessa vez vai ser diferente. Para começar, eu não vou prometer nada. Não vou prometer freqüência nos posts e nem criar projetos que eu não vou dar conta de terminar. A ideia agora é postar quando eu tiver vontade, quando surgir algum assunto que eu tenha vontade de falar. Espero que essa decisão não incomode quem gosta do blog porque, ao menos na minha concepção, é melhor um post de vez em quando do que nenhum! HAHAHA

Para recomeçar com chave de ouro, resolvi mudar outra coisa que me incomodava: o layout. Já contei para vocês que me incomoda DEMAIS o fato do WordPress ser tão limitado. Como eu já tentei me adaptar com o Blogger e também não deu certo, decidi engolir minha raiva e continuar no WordPress mesmo, só que com outro layout. Como no momento eu não estou disposta a pagar por um layout lindo e personalizado, procurei nos themes grátis um que não me incomodasse tanto (vocês não imaginam o quanto eu sou chata) e encontrei esse. Eu curti, apesar dessa letra enorme pra cego HAHAH e espero que tenham gostado também :)

Outra novidade na minha vidinha é que agora eu sou #assalariada. Sim, agora sou trabalhadora! Estou estagiando há um mês no jornal Alô Brasília e esse é outro motivo para as postagens não serem tão frequentes.

Sem mais delongas, quero agradecer quem continuou visitando o blog, curtindo a fanpage, e principalmente pedindo para eu voltar <3 You can tell Jesus that the bitch is back! (sempre quis usar essa frase) Por hoje é só, vou apenas deixar vocês com um spoiler: os próximos posts da categoria viagem tem relação com a foto do começo do post, hein… Xoxo :*