As novas séries do Netflix

Olha, faz tempo que eu não dou as caras aqui pra falar de um assunto que eu consumo tanto: séries. Ultimamente ando assistindo bastante e hoje senti vontade de falar sobre as últimas duas que vi. As duas são produções do Netflix e estreias recentes. E ó, não se preocupa que não tem spoilers, viu! ;)

GIRLBOSS  EUA ∙ 2017 ∙ TRAILER

A mais nova série do Netflix é uma adaptação livre da biografia homônima de Sophia Amoruso, a criadora da famosa loja Nasty Gal. A história mostra os primeiros passos da criação da loja milionária, que começou em meados de 2006 por meio da venda de roupas vintage no eBay.

Assisti o trailer a alguns dias do lançamento da série e me empolguei. Nunca li o livro mas já tinha escutado muitas críticas positivas, por isso me interessei pela premissa de uma produção sobre moda e empoderamento feminino.

Acontece que eu me decepcionei um pouco. Já no começo de cada episódio vemos o aviso: “A seguir, uma releitura livre de eventos verdadeiros. Muito livre”. Fica perceptível que os eventos da vida real não aconteceram como mostrados na série. Mesmo com esse aviso, achei que faltou mais realidade nos episódios, justamente por se tratar de uma obra baseada em fatos. Se é uma adaptação da biografia de alguém, por que modificar tanto a história, certo?

Outro ponto que me incomodou fortemente foi a personalidade da Sophia. A série tenta passar a ideia de que a protagonista é uma garota rebelde e que corre atrás do que quer custe o que custar. O que chega ao público, porém, é apenas uma garota egoísta e sem escrúpulos. Pra terem uma noção, mais de uma vez eu me peguei torcendo contra o final feliz da personagem!

No geral, Girlboss é divertida, rápida e leve. A trilha sonora, os figurinos e as participações especiais (como a do RuPaul!) são destaques positivos e, no fim das contas, a história é inspiradora. Me deixou com bastante vontade de ler o livro. Em contrapartida, os episódios são extremamente rasos e cumprem de maneira muito superficial o que prometem — como no caso do girl power, que é muito pouco representado, mesmo estando até no título da série (!).

13 REASONS WHY  EUA ∙ 2017 ∙ TRAILER

Se você ainda não ouviu falar — coisa que eu duvido muito —, 13 Reasons Why conta a história de Hannah Baker, uma garota que cometeu suicídio e deixou fitas de áudio contando os 13 porquês da sua decisão. A série é também produzida pela Netflix e baseada em um romance de mesmo nome, escrito por Jay Asher.

Na minha opinião, essa é uma série difícil. Difícil pra quem fez e difícil pra quem assiste. A história é baseada em temas extremamente delicados, sendo suicídio o principal deles. A narrativa discute também bullying, assédio, machismo, depressão e muitos outros, tudo retratado de maneira muito gráfica, intensa e perturbadora.

A série me deixou bastante impactada e isso aconteceu principalmente porque tudo é muito real. É fácil pra qualquer pessoa, especialmente jovem, se identificar com os personagens, seja em atitudes boas ou ruins. Isso acontece porque eles foram retratados de maneira muito completa, em que nem todo mundo é tão bonzinho ou tão vilão.

O maior ponto positivo de 13 Reasons Why é definitivamente a fomentação de discussões sobre esses assuntos que são grandes tabus. É fato, a série deu o que falar e conseguiu passar sua mensagem principal: tudo o que você faz impacta a vida de alguém de alguma maneira. Por outro lado, esses temas são tabus por certos motivos e a discussão deve ser feita de maneira muito delicada. Para alguém que sofre ou já sofreu dos abusos retratados na trama, a visualização daquilo pode não ocorrer bem e até incentivar determinadas atitudes. Na minha opinião, faltou mais cuidado com isso, coisa que um simples aviso no começo dos episódios — como acontece em capítulos com cenas mais fortes — poderia amenizar.

O tema é muito amplo e relativo, mas, no geral, acredito que a trama mais ajudou do que atrapalhou. O Centro de Valorização à Vida, organização que ajuda na prevenção do suicídio, divulgou que depois da estreia da série, a procura por ajuda aumentou drasticamente. 

13 Reasons Why é chocante, revoltante e triste. Eu de forma alguma recomendo a quem acredita não estar bem mentalmente. Já aos outros, ainda que os primeiros episódios se arrastem muito e tudo demore muito pra acontecer, o tempo gasto é válido. A reflexão é perturbadora, mas extremamente necessária.

Por fim, deixo dois vídeos que acredito refletirem bem minha opinião sobre a história:

É isso! Parabéns pra quem leu até aqui, hehehe. Beijos!

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